quinta-feira, 12 de novembro de 2009
Nietzscheando: o obscurantismo moderno
sábado, 19 de setembro de 2009
Ficção e Realidade (ou Sob a Ponte de Heráclito)
Literatura e Ceticismo. Ed. AnnaBlume, pp. 88-92.
A distinção usual entre ficção e realidade é a de que o mundo da ficção contém muitas incertezas perigosas, enquanto o mundo da realidade contém as certezas de que precisamos para continuar vivendo. Entretanto, essa distinção talvez seja não apenas insuficiente, como inteiramente equivocada. Levanto a hipótese contrária à da distinção usual: o mundo da realidade é que conteria as incertezas mais perigosas, enquanto que o mundo da ficção conteria as certezas de que precisamos para sobreviver.

O Eclipse da Razão
quarta-feira, 29 de julho de 2009
Por Uma História do Tempo Futuro
De acordo com Edson Luiz de Souza:
quarta-feira, 1 de julho de 2009
Educação Pela Pedra
Educação. Cidadania. Conteúdo. Pedra. Lição. Aprender. Conhecer. Pedra. Voz. Diálogo. Troca. Pedra. Paulo Freire. Pedra. Entendimento. Pedra. Interdisciplinaridade. Diversidade. Tolerância. Pedra. Cartilha. Livro. Ler. Pedra. Moral. Pedra. Pedra. Pedra. Esclarecer. Engrandecer a Pedra. A Alma. Pedra. Aula. Forma. Formatar. Dar Forma de. Assujeitar a Pedra. Ser. Parede. Branco. Pedra. Professor x Pedra. Professor. Pedra. Voz. Multidão. Solidão. Vento. Pedra. Silêncio, Pedra! Copie, Pedra. Pedra. Respeito. Dinheiro. Desejo. Pedra.
segunda-feira, 22 de junho de 2009
O Jardim Imperfeito
domingo, 31 de maio de 2009
Como Medir o Imensurável?
Se eu tivesse agora que responder a esta pergunta, eu diria, quase que cometendo uma redundância inafiançável, que, como a balança do açougueiro mede a massa da carne, o imensurável simplesmente não pode ser mensurado. E diria mais: diria que a tentativa de objetivar em dados supostamente concretos os sentimentos humanos somente poderia (ou poderá) ser possível se pensarmos como Cézanne, que dizia poder pintar o cheiro de uma árvore. Captar, refletir, aprisionar, radiografar, dar forma estática ao fugidio é uma tarefa tão para-além da capacidade humana, e da sua ciência criatura, quanto tirar uma fotografia do vácuo. Pois que, então, Rachel Stolf, com seus ruídos brancos, na busca poética pelo nada definitivo, me diz: cá está o nada, o vácuo, o esquecimento. Petroc Sesti é outro quem me apresenta o "perpétuo vácuo", do mesmo modo que Simon e Garfunkel me cantam o Som do Silêncio.
quarta-feira, 27 de maio de 2009
Diálogo Acerca do Parque Humano
Peter Sloterdijk. Regas para um Parque Humano. Estação Liberdade, p. 32.
Cientistas renegados ou loucos totalitários não são as pessoas mais capazes de abusar da engenharia genética. Eu e você somos - não porque sejamos maus, mas porque queremos fazer o bem. Num mundo dominado pela competição, os pais compreensivelmente vão querer dar a seus filhos todas as vantagens... A maneira mais provável pela qual a eugenia vai entrar em nossas vidas é pela porta da frente, quando pais ansiosos, submergidos na publicidade, no marketing, nas modas, começarem a lutar para assegurar que seus rebentos não fiquem para trás na corrida genética.
Arthur Caplan. What Should the Rules Be?. Time. p. 36.
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Depois da morte de Deus e do desmoronamento das utopias, sobre qual base intelectual e moral queremos construir nossa vida comum?
Z. Todorov. O Espírito das Luzes. Barcarolla, p. 9.
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Como haveremos de nos consolar, nós, os algozes dos algozes? (...) Quem nos limpará desse sangue? Qual água nos lavará? Que solenidades de desagravo, que jogos sagrados haveremos de inventar? A grandiosidade desse ato não será demasiada para nós?
F. Nietzche. A Gaia Ciência, § 125.
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Ian Malcolm - Deus cria dinossauros. Deus mata dinossauros. Deus cria o homem. O homem mata Deus. O homem cria dinossauros...
Ellie Sattler - ... dinossauros comem homem.
Michael Crichton. Jurassic Park.
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Somos criaturas brutas, apenas semi-acabadas quando nos falta alguém mais sábio, melhor do que nós mesmos, para ajudar-nos no aperfeiçoamento da própria na natureza - débil e falha (...) Aprenda, pelo menos pelo meu exemplo, o perigo que representa a assimilação indiscriminada da ciência, e quanto é mais feliz o homem para quem o mundo não vai além do ambiente cotidiano, do que aquele que aspira tornar-se maior que a sua natureza lhe permite (...) Eu seria o primeiro a romper os laços entre a vida e a morte, fazendo jorrar uma nova luz nas trevas do mundo.
Mary Shelley. Frankenstein. L&PM, pp. 32-56.
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Não há dúvida alguma de que a superioridade do homem reside no saber (...) Não passa de simples opinião nossa a de que dominamos a natureza; estamos submetidos a seu jugo. Porém, se nos deixássemos guiar por ela na invenção, nós a teríamos, na práxis, a nosso mando.
Francis Bacon
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Desde sempre a Razão seguiu o objetivo de livrar os homens do medo e de fazer deles senhores. Mas, completamente iluminada, a terra resplandesce sob o signo da calamidade triunfal.
Adorno e Horkheimer. Dialética do Aukflarung.
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Oito vítimas de bullying... uma delas se matou.
Capa da Revista Marie Clarie inglesa, março de 2002.
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Crianças norte-americanas dentre 8 e 15 anos identificam o bullying como um problema maior que o racismo e as pressões para fazer sexo ou consumir álcool e drogas.
Fonte: Does bullying cause emotional problems? A prospective study of young teenagers. BMJ. 2001; 323: 480-4.
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Vou botar no cu da tua mãe.
Aluno de 12 anos que vive com a mãe e que, segundo ele, a ama, pedindo a uma colega que o desse lincença.
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Espera aí, professor. Deixa eu terminar de copiar a matéria.
O mesmo aluno, após eu pedir que ele se levantasse.
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O que ainda domestica o homem se o humanismo naufragou como escola da domesticação humana? O que domestica o homem se seus esforços prévios de autodomesticação só conduziram, no fundo, aa sua tomada de poder sobre todos os seres? O que domestica o homem se em todas as experiências prévias com a educação do gênero humano permaneceu obscuro quem ou o quê educa os educadores, e para quê? Ou será que a pergunta pelo cuidado e a formação do ser humano não se deixa mais formular de modo pertinente no campo das meras teorias da domesticação e educação?
Sloterdijk. Op. Cit.
Sonhos Diurnos
BLOCH, Ernst. O Princípio da Esperança vol 1. Ed. UERJ, pp. 79-177-194.


