Mostrando postagens com marcador publicações. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador publicações. Mostrar todas as postagens

19/01/2012

subjetividade & literatura

Nesta obra reúnem-se 17 estudos que transitam entre História, Letra e Literatura, Antropologia e Sociologia, Psicologia e Psicanálise, Filosofia e Comunicação, traçando uma complexa e delicada trama que consolidará argumentos e temas de muito interesse para o leitor da atualidade. [...]
Como frisou Sérgio Buarque de Holanda, em um belíssimo texto intitulado Apologia da História, "é que para o verdadeiro historiador há de importar primeiramente o esforço para a boa inteligência da hora presente, se quiser entender o passado. E, por outro lado, qualquer valorização sentimental do passado, valorização que só poderá ser fragmentada e caprichosa - nos levaria a vê-lo com as cores de nossa nostalgia". Os textos presentes nesta coletânea rica em diversidade e conhecimentos representam certamente, parodiando Sérgio Buarque, o esforço para a boa inteligência da hora presente.

Tania Bessone

14/01/2011

notas sobre a Utopia

[momento Narciso]

Numa sociedade marcada pelo princípio da utilidade, pela instrumentalização do mundo dirigida a satisfações mercadológicas e a lógicas de produtividade, a palavra Utopia aparece cada vez mais associada à anti-produtividade, ao irreal, ao impossível. Àquele que se aventura em explorar possibilidades imaginárias, outros mundos melhores e mais justos, é presente a chamada de atenção à “realidade dos fatos”. Diz-se que “imagina coisas” aquele que mente; diz a professora ao aluno que “volte ao mundo real” e não se perca no “mundo das ideias”, e a rejeição ao sonho atravessa instituições e consciências desde a mais tenra idade. Não obstante, a Utopia é vista com desconfiança e desprezo pelo indivíduo reificado e funcional: ele não tem tempo a perder com o impossível.
Mas se a instrumental sociedade contemporânea pejora e marginaliza a Utopia, ela, em contrapartida, denuncia a não-liberdade dessa ordem, confrontando o instante a melhores possibilidades. [...]

24/07/2010

sobre medos

"Ah", disse o rato, "o mundo torna-se a cada dia mais estreito. A princípio era tão vasto que me dava medo, eu continuava correndo e me sentia feliz com o fato de que finalmente via à distância, à direita e à esquerda, as paredes, mas essas longas paredes convergem tão depressa uma para a outra, que já estou no último quarto e lá no canto fica a ratoeira para a qual eu corro". "Você só precisa mudar de direção", disse o gato e devorou-o. (Kafka).


12/07/2010

inquietudes da razão e da emoção

Era de se esperar que, em pouco mais de meio século, o mundo fosse sacudido por duas grandes guerras. Uma suposta civilidade consensual, imaginada por teóricos contratualistas como Rousseau, Hobbes e Loke, mostrou-se incapaz de dar conta da multiplicidade de sentidos que o mundo moderno e pós-revolução industrial  experimentavam. Era latente a dificuldade de se lidar com as vontades individuais, as interseções da vida urbana e as intersubjetividades. Quanto mais se buscava um modelo de sociedade, mais distante o homem estava de um sentimento de paz e segurança que lhe foram furtados pela emergência de tornar-se senhor de si mesmo.
Escola de Frankfurt: inquietudes da razão e da emoção parece captar os transbordamentos de uma geração impaciente com os encaixes, modelos e fórmulas idealizados e difundidos como totens de uma nova civilização. Como realça o professor Jorge Coelho, organizador desta coletânea, o mérito dos acadêmicos de Frankfurt estava no olhar crítico e interdisciplinar sobre os projetos sociais que se pretendiam como emancipadores aos seres humanos. Sobre os trabalhos desenvolvidos pela Escola de Frankfurt, o professor lembra que “na tessitura de sua produção teórica”, houve sempre um ponto permanente: “uma desobediência às tradições e uma dessacralização do saber naturalizado como única possibilidade de dar conta do real e que se apresenta como única maneira de constituí-lo”.

Para ler toda a resenha, clique aqui.
Para acessar a EdUERJ, aqui.